domingo, 20 de setembro de 2015

Vídeo da Semana: Volta – Fafá de Belém

Ao expressar com palavras sua admiração é quase impossível de abolir dos exageros. Suas palavras sempre serão suspeitas! Como não há um regimento que me guie, me sinto menos culpado e mais feliz. Falar de Fafá requer classe, verdade e muita responsabilidade para fazer jus à sua gloriosa trajetória.


E é tanta coisa que me liga a ela: primeiro, por sermos conterrâneos; segundo, por sermos devotos de Nossa Senhora de Nazaré (a Nazica); terceiro, por grande parte das suas canções terem acompanhado lembranças fortes da minha infância, da minha vida, quando escutava minha mãe, tios e tias cantarolando suas melodias; quarto, por eu recordar de grandes momentos ao ver muitos rirem de sua espontaneidade ou se encantarem com sua marcante risada e; quinto, por último, mas não menos importante, por saber reconhecê-la como um verdadeiro ícone vivo da música popular brasileira.

Aos 40 anos de carreira, Fafá de Belém está aí forte e doce, sonante como a mais encantadora orquestra de pássaros da manhã. Seu novo trabalho comemorativo retoma a noite brega paraense, hoje em constante transformação. A frase subtitular ‘Meu coração é brega!’ chegou firme para arrebatar corações, apaixonados, doídos e, sobretudo tradicionais, numa era na qual a sofrência resiste como moda.


Álbum novo, show novo, agenda cheia, personalidade de sempre. Apegada às origens, a cantora, que já confirmou presença no Círio deste ano, resgatou alguns hits marcantes do brega paraense em levadas pouco conhecidas no restante do Brasil.

O disco ‘Do Tamanho Certo para o Meu Sorriso’ (31º da carreira), lançado no mês de agosto, é o primeiro da artista depois de oito anos sem lançar um álbum de inéditas e traz elementos fortes, vibratórios e contagiantes em 10 faixas, com a energia de grandes compositores paraenses, como Dona Onete, Firmo Cardoso, Manoel e Felipe Cordeiro (produtores do álbum), além de Johnny Hooker e Zeca Baleiro.

O Vídeo da Semana vem com ela, com sua energia, com sua graça e sorriso. Da autoria de Johnny Hooker, ‘Volta’ dá um pequeno esboço do que esperar do álbum, da sua leveza, da sua representatividade, do seu sabor que mistura infância próxima a um rádio ligado com vida adulta com cerveja gelada em serestas. Claro que eu já viciei!

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